Sintomas do Zika Vírus



Viu um mosquito listrado te rondando e agora está preocupado com a possibilidade de pegar Zika? Calma, vamos por partes. Primeiro, é necessário que o Aedes aegypti em questão esteja contaminado, ou seja, que tenha picado outra pessoa com o vírus ativo da doença.

Antes de continuar lendo, você já fez a sua parte na limpeza de locais que acumulam água na sua casa ou local de trabalho e já passou repelente ou ligou o repelente elétrico na tomada? Ok, podemos continuar.

Sinais e sintomas

O período de incubação do vírus Zika no corpo (tempo entre exposição ao vírus e exibição dos sintomas) ainda não está confirmado, mas é provável que seja de alguns dias. Os sintomas são semelhantes às outras infecções por arbovírus, como a dengue e chikungunya.

Sintomas de zica frequentes:
  • Exantema maculopapular pruriginoso (manchas vermelhas na pele com coceira);
  • Febre intermitente;
  • Conjuntivite não purulenta e sem prurido (sem pus e sem coceira);
  • Artralgia (dor nas articulações);
  • Mialgia (dor muscular);
  • Dor de cabeça.
Sintomas menos frequentes:
  • Edema;
  • Dor de garganta;
  • Tosse;
  • Vômitos;
  • Hemospermia (presença de sangue no esperma ejaculado).
Esses sintomas têm evolução benigna e desaparecem depois de três a sete dias, com exceção das dores musculares, que podem persistir por um mês. Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas. Ou seja, 4 entre 5 pessoas infectadas com a doença não têm sintomas.

Foi também observada uma possível relação entre a infecção pelo vírus Zika e a ocorrência da síndrome de Guillain-Barré. Essa é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico da pessoa ataca sua própria mielina. Alguns tipos de vírus podem desencadear doenças autoimunes em quem tem propensão a esta doença.

Segundo o Ministério da Saúde, nenhuma morte foi relatada pelo Zika.

Diagnóstico

O diagnóstico da doença é feito de forma clínica, com base nos sintomas apresentados ao médico.
Exame laboratorial, por enquanto, é feito com uso da técnica de PCR, que identifica a presença do material genético do vírus na amostra. Esse teste, porém, é caro, só funciona entre o quarto e sétimo dias depois dos início dos sintomas, e não indica a presença do Zika. Ele aponta a presença do vírus dengue e chikungunya, e o diagnóstico é feito por exclusão, caso o resultado seja negativo para as outras duas doenças. É possível, porém, pegar os três vírus de forma simultânea, o que complicaria o diagnóstico por esse exame.

O Ministério da Saúde anunciou um novo kit para diagnóstico simultâneo das três doenças, que deve demorar apenas três horas para liberar o resultado e custa R$ 20 por teste. Esse kit também funciona por PCR, o que significa que só pode detectar vírus no período de infecção viral.

Transmissão

O principal modo de transmissão é por vetores, ou seja, pelo mosquito Aedes aegypti. No entanto, um caso de transmissão por relação sexual foi confirmado no Texas na primeira semana de fevereiro deste ano e vírus ativos foram encontrados na saliva e urina de pacientes brasileiros pela Fiocruz.

Tratamento

Não existe tratamento específico. O acetaminifeno (paracetamol) ou dipirona são usados para controlar a febre e dor. Anti-histamínicos são considerados quando há lesão com coceira na pele, mas é desaconselhável o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) e outras drogas anti-inflamatórias pelo risco de hemorragia, como no caso da dengue.

Ainda não há vacina contra o Zika, e ela não deve ser comercializada pelos próximos três anos. [Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde]

Nenhum comentário:

Postar um comentário